Todas as dez marcas da nossa lista aceitam criptomoedas nas fontes que consultamos - mais do que o Pix, que aparece em oito. Para quem
prefere não usar Pix, o cripto é a alternativa mais listada. Ele tem a sua própria lista de armadilhas: rede, taxa, variação de preço,
regras do Banco Central para corretoras e a mesma verificação de identidade de qualquer outro método.
Quais criptomoedas os cassinos aceitam
Nenhuma das dez marcas é focada em cripto, segundo as fontes: o Pix continua sendo o método principal para brasileiros. Na 22Bet e na
Betlabel, contas que depositam em cripto não podem receber bônus, então decida o método antes de ativar uma oferta.
O mais importante: a rede certa
A mesma moeda pode ser enviada por redes diferentes. O USDT existe, por exemplo, na rede Tron (TRC-20) e na Ethereum (ERC-20). O endereço
de depósito do caixa pertence a uma rede específica, e se você enviar por outra, o dinheiro pode ser perdido de vez. Confira a rede no cassino
e na carteira ou corretora antes de cada envio.
Taxas e valores mínimos
Cada transação na blockchain tem uma taxa de rede que não tem relação com o cassino. Alguns cassinos ainda cobram a sua: os termos do
Melbet citam uma taxa de serviço em depósitos e saques de BTC, e uma análise cita 1% a 3% no Leonbet, onde o saque
mínimo em BTC é de R$ 550. A Betlabel diz nos termos que não cobra taxa de serviço no saque em cripto.
Variação de preço
O depósito em bitcoin costuma ser convertido para o saldo em reais, dólares ou euros pela cotação do momento em que o dinheiro chega.
Se a cotação mudar até o saque, o mesmo valor rende outra quantidade de moedas. Stablecoins como o USDT acompanham o dólar e eliminam
grande parte desse risco, mas não o risco cambial entre dólar e real.
O que as regras brasileiras mudam
Segundo a imprensa, as Resoluções BCB 519, 520 e 521 (10 de novembro de 2025, em vigor desde 2 de fevereiro de 2026) passaram a tratar
operações com stablecoins como operações de câmbio, e as operações internacionais passaram a ser reportadas ao Banco Central a partir de
4 de maio de 2026. A Resolução BCB 569 (19 de maio de 2026) exige que instituições compartilhem dados sobre operadoras de apostas não
autorizadas, e o prazo para prestadores de serviços de cripto é 30 de outubro de 2026. Na prática, a sua corretora pode questionar ou recusar
um envio para o endereço de um cassino. O IOF sobre cripto e stablecoins não tinha alíquota definitiva em agosto de 2026, segundo a imprensa;
confirme a regra vigente com a sua corretora ou um contador.
Rápido, mas não anônimo
O saque em cripto costuma ser dos mais rápidos, mas os cassinos exigem verificação de identidade, em geral antes do primeiro saque, não
importa o método. Cripto não torna você anônimo para o cassino, e o saque pode ficar parado até os documentos serem aprovados.